Procedimento inédito no mundo é realizado no Complexo HC

No dia 23 de março, a equipe da Unidade de Endoscopia Digestiva do Complexo Hospital de Clínicas (CHC) da UFPR realizou um procedimento endoscópio para avaliação e tratamento de doença pancreática inédito no mundo inteiro. O processo contou com a participação dos médicos endoscopistas do Hospital 9 de Julho de São Paulo (SP), Jose Celso Ardengh e Eloy Taglieri.

Chamada de pancreatoscopia via gástrica, “trata-se de uma endoscopia do ducto pancreático utilizando o estômago como via de acesso”, relataram os médicos endoscopistas Raquel Canzi Almada de Souza e Eduardo Aimoré Bonin.

Raquel Canzi Almada, médica endoscopista do CHC, que também participou do procedimento, explicou que consistiu, na prática, da introdução de um endoscópio ultrafino por dentro de um outro endoscópio posicionado no estômago, adentrando no canal do pâncreas e possibilitando o diagnóstico de lesões suspeitas para câncer com o tratamento de estreitamentos do canal e remoção de cálculos difíceis. “Nesse caso, o método foi utilizado para avaliarmos um estreitamento e cálculos dentro do canal pancreático de uma paciente que já tinha sido operada no pâncreas previamente e cujo acesso teve de ser realizado através de estômago”.

“Em cerca de 10 a 30% dos pacientes que possuem alguma suspeita de câncer biliopancreatico não é possível obter um diagnóstico definitivo de câncer com os métodos convencionais. Esses pacientes por terem uma forte suspeita de câncer vão para uma cirurgia de grande porte sem de fato terem um diagnóstico. Essa é uma realidade mundial que vem sendo modificada com esses novos métodos de diagnóstico”, explanou Bonin.

O aparelho utilizado para as técnicas chamadas de coledocoscopia e pancreatoscopia peoral foi doado pelos Amigos do HC e trata-se de um equipamento de ponta, de alto custo, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em meados de 2017. Ele permite procedimentos para tratamento de alguns cálculos biliares e pancreáticos e estreitamentos (estenoses) considerados como cirúrgicos

“Além de poder ser determinante no diagnóstico de lesões suspeitas para câncer; descartando-se a malignidade por imagem e biópsia, evita-se, com o equipamento, uma cirurgia hepática e pancreática, que costumam ser de grande porte e morbi-mortalidade considerável”, considerou Bonin.

“Essa técnica também apresenta um custo benefício econômico e social interessante, pois ao evitar um procedimento de grande porte, elimina-se os gastos com cuidados hospitalares e o paciente tem alta muito precocemente”, completou Raquel.

Estiveram envolvidos no procedimento, do CHC, a equipe de endoscopia (os médicos Raquel Canzi Almada de Souza, Eduardo Aimore Bonin, Ricardo S De Bem, Susan Takata, Bruno Verschoor, Sandra Teixeira, Renata Brandalize, Marcio Batista, Juliano Vanz e Fernanda Bizinelli); a equipe de gastroenterologia (os médicos Kelly Vieira, Monica Rocha, Thaisa Furlan e os residentes Nelson Cathcart Jr, Renata Mueller, Gustavo Wolff, Victor Campos, Bruna Fossati e Leticia Rosevics); além dos médicos endoscopistas e professores Phd José Celso Ardengh (USP Ribeirão Preto) e Eloy Taglieri (UNILUS); e toda equipe de enfermagem da Unidade.

O médico enfatiza que o principal beneficiário é o paciente que, além de ter um tratamento pouco invasivo, um diagnóstico mais seguro, ainda pode receber alta muito mais cedo. “O benefício é obtermos diagnóstico e tratamento minimamente invasivos, por via endoscópica, para pacientes com doenças biliopancreaticas. Essas doenças são muito difíceis de serem diagnosticadas pois a abordagem é realizada dentro do canal biliar e pancreático”.

Além desse procedimento inédito, no mesmo dia, foram realizados outros dois procedimentos endoscópicos dentro dos ductos biliar e pancreático pela mesma equipe. Segundo a chefe da Unidade, a administradora Ana Cristine Russo Ramos, “a fila para procedimentos biliares endoscópicos, que estava em 80 pacientes, diminuiu pela metade, devido a contratualização com a prefeitura de Curitiba”.

Os pacientes submetidos aos procedimentos já se encontram em suas residências e manterão acompanhamento regular nos ambulatórios de Gastroenterologia e no Serviço de Endoscopia Digestiva.

Endoscopia 02

*Crédito do texto: Unidade de Comunicação do Complexo HC

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