No oitavo mês do ano, promovemos a campanha Agosto Dourado, em incentivo à amamentação. Desde a década de 1990, é comemorada a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O objetivo é promover, proteger e apoiar o aleitamento materno.  

Segundo a nutricionista e doutora em saúde da criança e do adolescente Carolina Belomo de Souza, a cor dourada representa o “padrão ouro” da qualidade de leite materno. Esse leite possui todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento do bebê.  

O que interfere na produção de leite? 

A especialista explica que a produção do leite materno ocorre de forma mecânica a partir da sucção eficaz do bebê. Contudo, a baixa quantidade de energia pode reduzir a produção do leite. “Por isso, não se recomenda dietas restritivas e inferiores a 1800 kcal durante a amamentação”.  

É comum a mulher sentir mais sede e até mesmo fome durante a lactação, em especial nos primeiros dias, devido à perda de líquidos por meio do leite materno. Por isso, é importante que a ingestão de líquido seja de acordo com a sede, isto é, de acordo com a vontade, e que se tenha sempre ao alcance um copo de água. “É recomendada a ingestão de pelo menos quatro copos de água ao dia, além de uma alimentação com a presença de verduras, legumes e frutas”.  

Alimentação adequada: 

Prefira uma alimentação saudável, variada, equilibrada e flexível, com alimentos de sua preferência. Para uma alimentação adequada e variada durante a lactação, é recomendado que a nutriz (pessoa que amamenta): 

  • Mantenha as características da alimentação do final da gestação; 
  • Prefira alimentos saudáveis e naturais, como frutas nos lanches; 
  • Consuma uma alimentação variada, com todos os grupos de alimentos, como pães e cereais, frutas, legumes, verduras, derivados do leite e carnes; 
  • Consuma três ou mais porções de derivados do leite ao dia; 
  • Consuma frutas e vegetais ricos em vitamina A (cenoura, manga, batata-doce, mamão, brócolis etc.); 
  • certifique-se de que sua sede está sendo saciada; 
  • Evite dietas e medicamentos que promovam rápida perda de peso; 
  • Evite o consumo de café e outros produtos cafeinados (refrigerantes, chás etc.). 

 

O que evitar: 

Algumas substâncias, e até mesmo alimentos, podem alterar a produção ou a composição do leite. Desta forma, recomenda-se que a nutriz evite: 

  • Cigarro (pode reduzir a produção de leite);
  • Doses excessivas de cafeína (pode deixar o bebê irritado e sem sono);
  • Álcool (destrói as células nervosas e deixa o bebê sem fome, causando baixo ganho de peso);
  • Alguns medicamentos (consultar sempre o médico antes de ingerir medicamentos durante a amamentação, pois além de alterarem a produção, também podem passar pelo leite e consequentemente, ao bebê);
  • Os excessos de alimentos e de condimentos que possam alterar o sabor e/ou o odor do leite, como alho, cebola, nabo, couve, brócolis e feijões (quando não deixados de molho de um dia para outro e quando não trocada a água antes de cozinhar). 

No entanto, se esses alimentos já estiverem presentes na alimentação durante a gestação, poderá não haver influência na aceitação do leite, considerando que a criança estará acostumada com esses sabores e odores, sabendo que atravessam a placenta. 

Demais dúvidas devem ser tiradas com o médico responsável e que poderá orientar de forma personalizada cada caso.  

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