Na noite de quarta-feira (15), a Livraria da Vila, no shopping Pátio Batel, foi palco do lançamento oficial de “Quem muda, permanece”, autobiografia do empresário e Chico Simeão. Com prefácio assinado pelo ex-governador do Paraná João Elísio Ferraz de Campos, a obra traça o perfil de um homem que transformou confrontos com multinacionais em legado de inovação e resiliência.
Francisco Simeão Rodrigues Neto nasceu em Londrina, foi secretário da Indústria e Comércio do Paraná nos anos 80 e é cidadão honorário de Curitiba. “Escrever este livro foi prazeroso e muito rápido. Em 12 dias o texto estava pronto para ser editado e impresso. Nesse ínterim, Domingos Murta (ex-presidente dos Amigos do HC) me convidou para ser patrono de um dos projetos da Associação. Ao conhecer o trabalho dos Amigos do HC e da reitoria da UFPR resolvi dar minha modesta contribuição à construção do HCzinho”, revela o autor.
Todo o valor arrecadado com as vendas do livro será destinado à Associação dos Amigos do HC. O recurso será integralmente reservado para o auxílio na construção do HCzinho, o novo hospital infantil do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR, que atenderá crianças de todo o Paraná de forma gratuita, via SUS.
“Projetos de grande escala, como o do HCzinho, só saem do papel quando a sociedade civil e o setor produtivo se unem. O apoio do empresário Chico Simeão, revertendo o fruto de sua história de vida para a nossa causa, demonstra que a responsabilidade social é o verdadeiro legado de um grande líder”, afirma Ercílio Santinoni, presidente da Associação dos Amigos do HC.
Resgate de memórias
Chico Simeão detalha que a obra nasceu do desejo de resgatar passagens marcantes, desde sua infância no interior paranaense e os anos na Amazônia Legal, até sua atuação como secretário de estado e do sucesso na implantação de diversas indústrias no Paraná.
Um dos pontos altos do livro é o episódio da “Guerra dos Pneus”, em que Simeão narra como enfrentou gigantes globais no Congresso Nacional. Embora tenha fechado sua fábrica de pneus remoldados à época, a obra revela uma vitória indireta: sua ofensiva forçou a queda de preços no setor e impulsionou a lei de logística reversa no Brasil, obrigando a indústria a se responsabilizar pelo descarte ecológico de pneus.